Essa semana o maior investidor do
mundo, senhor Warren Buffett anunciou o lucro anual de US$ 4,5 bilhões para os
seus acionistas, um aumento de 46% em relação ao ano anterior, sua empresa de
investimentos a Berkshire
Hathaway tem aplicações em vários segmentos de mercado,
esse ano 77,63% da receita da empresa veio do setor de seguros e resseguros
(mercado bastante maduro nos EUA) e para os que acham que a empresa de Buffett não opera derivativos, US$ 622 milhões do seu lucro operacional vieram de
operações dessa modalidade.
Mas o objetivo do post de hoje é falar
em longo-prazo e nada como Warren Buffett para começar a conversar. O investidor
conhecido como “Oráculo de Omaha” é reverenciado no mercado por sua famosa estratégia
“buy and hold” em tradução livre, “compre e guarde”, ou seja, comprar o papel
(a empresa) e esperar para que os mercados passem a responder pelos seus
fundamentos e não pelo jogo da especulação que pode distorcer o preço dos ativos.
E a grande pergunta que fazemos é; Como
escolher os ativos de forma fundamentalista? Quais os seus principais
indicadores? E isso realmente funciona em termos práticos? Para responder essas
perguntas, vamos iniciar com alguns exemplos, do final.
Atualmente existem dois grandes
investidores de destaque no Brasil que adotam a filosofia do Buffett, são eles:
a) Lírio Parisotto, ex-agricultor,
ex-funcionário do Banco do Brasil e ex-pobre como ele mesmo gosta de dizer que
ficou muito rico, na verdade bilionário comprando ações de empresas com bons
fundamentos e hoje usufrui de uma bela carteira de dividendos. Na lista da Forbes
de 2013 o investidor de 59 anos aparece como o 26º no ranking nacional com um patrimônio
de US$ 2,4 bilhões de dólares, aproximadamente R$ 5,5 bilhões de reais.
b) Luiz Barsi, filho de imigrantes espanhóis,
o investidor de 74 anos possui um patrimônio mais modesto que o do Parisotto,
mas é o maior aplicador pessoa física do banco do Brasil e possui atualmente
uma fortuna estimada R$ 1,5 bilhão de reais, se utilizando da mesma estratégia,
comprar papeis com fundamento e por bons preços.
Assim, o objetivo desse post é mostrar
como, ou pelo menos, algumas ferramentas de como fazer isso. Essa tem sido uma
busca pessoal minha e encontrei alguns indicadores que já são comungados por
Parisotto e Barsi entre outros investidores, mas antes de falar nesses
indicadores, o principal deles é a DISCIPLINA! Sem ela você não irá para lugar
nenhum.
Então vamos para algumas recomendações que
tenho usado na minha carteira e para alguns clientes:
1- Boas Margens Bruta/Liquida; medido
pela relação entre o lucro liquido e o faturamento. Assim buscamos empresas que
apresentem uma margem liquida acima de 30% em seus negócios.
2- Baixo P/VPA. Empresas que operem com a relação
Preço/ Valor Patrimonial abaixo de 3,5 e maior que 0,5. O objetivo desse
indicador é comprar a empresa o mais próximo possível do seu valor justo,
avaliando o seu histórico de cotação em bolsa, quanto mais barato melhor.
3- Baixo endividamento; estamos
avaliando também a divida bruta em relação ao PL (patrimônio liquido), pois
empresa s que tem pouca divida em momentos de dificuldades macroeconômicas
(previsão para os próximos meses), além de ter caixa ,podem além de se
endividar com mais facilidade para comprar concorrentes em dificuldade ou ainda
ampliar mercados com melhores/menores custos.
4- Os Dividendos; algumas
das ações sugeridas não tem um elevado dividend
yield (relação entre o preço da ação e o que a mesma paga de dividendo;
exemplo DY = 1,4%, se a ação custa R$ 24,39 a empresa paga R$ 0,34% por ação.
Esse seria o ponto menos forte de nossa analise.
5- O Lucro.
Compramos apenas empresas que dão lucro. Nada de empresas em fase
pré-operacional (exemplo Grupo EBX), pois como diz um grande investidor
“empresa que dá lucro não quebra”.
Claro que esses são apenas alguns pontos
da analise fundamentalista e que pode ser muito bem combinada com uma analise
grafista de períodos mais longos para poderem realizar uma bela combinação em
beneficio do investidor e assim obter as vantagens do longo prazo. Entretanto
para os que não gostam dessa abordagem, podemos evocar o grande Keynes “no longo prazo
estaremos todos mortos”, mas o economista inglês foi um grande investidor e
especulador!

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