
O
Mercado Livre parece ser mal interpretado pela maioria dos brasileiros.
Escutamos do atual governo e dos seus correligionários políticos que os
mercados devem ser controlados, que deixar o mercado sem regulação leva a
disparidade econômica e aos resultados injustos. A ganância do Mercado Livre
leva à corrupção e a exploração do homem pelo homem. Desconfiamos do Mercado
Livre e buscamos instalar regras e leis para limitar suas atividades. Analistas
políticos e dizem que o Mercado Livre é arriscado e tem falhado. Eles colocam
os nossos atuais problemas econômicos aos pés do Mercado Livre. Na verdade, o
Mercado Livre não tem sido completamente livre em décadas.
É fácil para os
políticos falar que o Mercado Livro é um “demônio”, pois ele (free market)
prega em sua essência uma boa gestão dos recursos escassos e a busca pela
eficiência, coisa que os políticos não gostam muito de ouvir falar nem de
fazer. Os políticos amam o controle e não se enganem o controle é o que eles
são e querem continuar sendo. Assim perguntamos, porque eles temem os
resultados de um Mercado Livre? Porque pensam no Mercado Livre como
arriscado e até mesmo anacrônico? Por que será?
As pessoas parecem ter esquecido que os nossos
desejos, opiniões, medos, ambições e todos os mais, nossas escolhas são as
forças que impulsionam o objetivo de liberdade. Ele é baseado no mais
simples dos conceitos: a liberdade de viver nossas vidas como nós escolhemos.
Nós temos a liberdade de escolher o que cada um quer comprar e quanto estamos
dispostos a pagar por isso, o carro que dirigimos e quanto vai pagar por isso,
as empresas em que investimos e quanto vamos pagar por um bem ou serviço. É
simples assim. O Mercado Livre é a manifestação concreta de nossas escolhas.
O preço de um bem ou serviço é baseado no que vamos
pagar por isso. Competição é o que mantém os preços em linha com o mercado. Se
o preço de algum produto sobe devido ao aumento da demanda, uma oportunidade é
criada para que um concorrente possa oferecer um produto comparável a um preço
inferior. Este concorrente não pode vender um produto inferior e esperar obter
maiores vendas. O competidor deve produzir algo comparável por um preço menor.
Isso leva muito trabalho, dedicação, tomada de risco e inovação. Se for bem
sucedido, se ganha dinheiro e gera benefícios para os consumidores com preços
mais baixos.
As escolhas dos consumidores impulsionam o mercado.
A maioria das pessoas não percebe que o lucro, o principal objetivo de todas as
empresas, é realizado na maioria das vezes através da produção de um produto
superior ou serviço a preços que beneficiam o consumidor. Explorar o consumidor
ou fornecendo-lhes alternativas insatisfatórios de oferta representa a retirada
concreta do bem-estar da sociedade, quando os governos permitem empresas
consideradas “amigas do rei” serem mantidas no mercado a custo
de sua ineficiência o mesmo está tirando da sociedade.
Deixado aos seus próprios mercados livres os mesmos podem a
curto prazo produzir erros, mas sempre serão conduzidos a ajustes, se algo está
sobrevalorizado, o verdadeiro valor acabará por se tornar evidente e o
preço vai cair. O capitalismo de livre mercado serve para manter uma economia
em equilíbrio.
Dito isto, o Governo faz o seu melhor para
corromper os mercados livres, para exercer o controle das pessoas e limitar as
nossas liberdades. Ele faz isso através de política fiscal, regulamentação,
controle de preços, subsídios, taxas de juros, a oferta monetária, o controle
de salários, regulamentos ambientais que desafiam o senso comum e a legislação da liberdade de limitação do outro. O Governo continuamente toma decisões que limitam a
nossa liberdade, corrompe o ciclo natural da oferta e da demanda, desincentiva
a concorrência e reduz escolhas.
Como brasileiros temos de ser cautelosos com o
Governo que está adulterando a liberdade de mercado e busca agir no melhor
interesse da nação a cada eleição. Nós não podemos ficar de braços cruzados e
assistir as liberdades econômicas de um país em dita economia de mercado ser
lentamente destruída, apenas para ser substituído com uma economia “planejada”,
concebida para consolidar o poder político para uma nova classe dominante
“estatal” que não pensa nos riscos da inflação e das baixas taxas de
investimentos privado, mas se preocupa em muito com as bolsas e manutenção da
“ditadura do proletariado livre-alienado”
“A sociedade que coloca a igualdade à frente da liberdade
irá terminar sem igualdade e sem liberdade.”
Milton Friedman
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