Lembra quando você tinha 10 anos
de idade e seu pai lhe dava uma bronca por ter feito algo errado, mas muito
sério que lhe deu um castigo daqueles ou ainda tomou uma surra marcante. E você
chorando disse aquela celebre frase: “nunca mais vou fazer isso” ainda com o
choro embargado... Sem dúvida momentos como esses ficam marcados em nossa memória,
mas como somos humanos, volta e meia cometemos os mesmos erros. Mas agora você
cresceu e têm 25 anos e ai a brincadeira ficou mais séria... Agora a nova
desculpa é: “eu nunca mais vou beber na minha vida!”, frase clássica depois de
uma noite que tomamos todas!
Pois bem nobre leitor, errar é
humano, mas o problema é quando e onde se erra. Ouvi de um grande banqueiro
brasileiro em um congresso na semana passada: “cometa erros, mas não quando
estiver pilotando um avião” e esse recado serve muito bem para a atual equipe econômica
do governo brasileiro. Errar pilotando uma das maiores economias do mundo é complicado,
pois erros econômicos têm conseqüências gravíssimas, como diz o ditado: “médicos
matam no varejo e economistas no atacado”.
Então vamos aos erros que podem
fazer uma economia entrar em dificuldades e fazer com que uma sociedade inteira
pague por isso:
1- Leniência
com a inflação (deixar a inflação superar o teto da meta é um perigo para
formação das expectativas dos agentes. O IPCA superou o teto da meta em 6,59%).
2- Excesso
de intervenção na economia (mudança de forma arbitraria na economia tem feito a
taxa de investimento se retrair deteriorando a percepção do investidor sobre o
mercado brasileiro, tanto em bolsa quanto em formação de capital fixo. Ex: Eletropaulo na Bolsa; ELPL4 ação cotada em 02/2013 – R$ 32,00 –
06/2013 – R$ 6,50, isso para não falar em PETROBRAS).
3- Taxa
de câmbio gerida de forma de destrambelhada (o câmbio é ou não é uma variável de
controle da inflação para o governo? É uma variável de política comercial? Qual
a importância da taxa de câmbio para a cor da gravata do ministro da fazenda? - algo mais ou menos assim)
4- Tendência
de descontrole das contas públicas (redução da meta do superávit primário,
malabarismo para fechar as contas públicas e a manutenção de políticas anticíclicas
com redução das receitas fiscais em detrimento do não aquecimento da economia –
risco grande)
5- ...
entre outros que não vou comentar aqui, pois vão tomar muito esse artigo, mas que preocupam tanto quanto os
apresentados.
Assim, podemos considerar que o
futuro da economia brasileira pode viver um ajuste amargo nos próximos meses
(pós eleição 2014). Uma provável elevação da taxa de desemprego, caso a economia não cresça
(para confirmar a lei de Okun), por tabela o aumento da taxa de inadimplência e
a queda/estabilização do valor dos ativos imobiliários e queda no valor
dos bens duráveis e uma provável retomado de afrouxamento monetário pelo BC com a retomada da tendencia de cortes na taxa básica de juros no meados/final
de 2015...
Entretanto quem faz previsão e
acerta é a Mãe Diná e o senhor ministro Guido, não irei me arriscar em fazer futurologia,
afinal o que realmente importa e pode fazer esse governo (no entendimento dele)
fazer o certo é manter o capitalismo sobre o controle do estado, ampliar os
programas de transferência de renda (importantes, mas não essenciais),
controlar a imprensa, investir gerando crowd
out e nunca, mas nunca fazer privatizações e sim DESESTATIZAÇÃO, afinal à
palavra e a ideologia podem sem contagiosas e levar o paciente a óbito!
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Para saber o quanto o investidor está desconfiado, para quem acha que o Brasil vive no país de Alice:
Para saber o quanto o investidor está desconfiado, para quem acha que o Brasil vive no país de Alice:
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A Standard & Poor’s (S&P) rebaixou a perspectiva da nota de
crédito da divida pública
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A bolsa Brasileira já caiu em 2013 -19,06¨%
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O Risco-País subiu mais de +40% esse ano
Para completar o índice de volatilidade (VIX), mais conhecido como “índice
do medo” subiu nos últimos 3 meses 62,52%


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