sexta-feira, 14 de junho de 2013

Seremos punidos Guido.




Lembra quando você tinha 10 anos de idade e seu pai lhe dava uma bronca por ter feito algo errado, mas muito sério que lhe deu um castigo daqueles ou ainda tomou uma surra marcante. E você chorando disse aquela celebre frase: “nunca mais vou fazer isso” ainda com o choro embargado... Sem dúvida momentos como esses ficam marcados em nossa memória, mas como somos humanos, volta e meia cometemos os mesmos erros. Mas agora você cresceu e têm 25 anos e ai a brincadeira ficou mais séria... Agora a nova desculpa é: “eu nunca mais vou beber na minha vida!”, frase clássica depois de uma noite que tomamos todas!

Pois bem nobre leitor, errar é humano, mas o problema é quando e onde se erra. Ouvi de um grande banqueiro brasileiro em um congresso na semana passada: “cometa erros, mas não quando estiver pilotando um avião” e esse recado serve muito bem para a atual equipe econômica do governo brasileiro. Errar pilotando uma das maiores economias do mundo é complicado, pois erros econômicos têm conseqüências gravíssimas, como diz o ditado: “médicos matam no varejo e economistas no atacado”.

Então vamos aos erros que podem fazer uma economia entrar em dificuldades e fazer com que uma sociedade inteira pague por isso:

1-   Leniência com a inflação (deixar a inflação superar o teto da meta é um perigo para formação das expectativas dos agentes. O IPCA superou o teto da meta em 6,59%).

2-     Excesso de intervenção na economia (mudança de forma arbitraria na economia tem feito a taxa de investimento se retrair deteriorando a percepção do investidor sobre o mercado brasileiro, tanto em bolsa quanto em formação de capital fixo. Ex: Eletropaulo na Bolsa; ELPL4 ação cotada em 02/2013 – R$ 32,00 – 06/2013 – R$ 6,50, isso para não falar em PETROBRAS).

3-   Taxa de câmbio gerida de forma de destrambelhada (o câmbio é ou não é uma variável de controle da inflação para o governo? É uma variável de política comercial? Qual a importância da taxa de câmbio para a cor da gravata do ministro da fazenda? - algo mais ou menos assim)

4-  Tendência de descontrole das contas públicas (redução da meta do superávit primário, malabarismo para fechar as contas públicas e a manutenção de políticas anticíclicas com redução das receitas fiscais em detrimento do não aquecimento da economia – risco grande)

5-      ... entre outros que não vou comentar aqui, pois vão tomar muito esse artigo, mas que preocupam tanto quanto os apresentados.

Assim, podemos considerar que o futuro da economia brasileira pode viver um ajuste amargo nos próximos meses (pós eleição 2014). Uma provável elevação da taxa de desemprego, caso a economia não cresça (para confirmar a lei de Okun), por tabela o aumento da taxa de inadimplência e a queda/estabilização do valor dos ativos imobiliários e queda no valor dos bens duráveis e uma provável retomado de afrouxamento monetário pelo BC com a retomada da tendencia de cortes na taxa básica de juros no meados/final de 2015...

Entretanto quem faz previsão e acerta é a Mãe Diná e o senhor ministro Guido, não irei me arriscar em fazer futurologia, afinal o que realmente importa e pode fazer esse governo (no entendimento dele) fazer o certo é manter o capitalismo sobre o controle do estado, ampliar os programas de transferência de renda (importantes, mas não essenciais), controlar a imprensa, investir gerando crowd out e nunca, mas nunca fazer privatizações e sim DESESTATIZAÇÃO, afinal à palavra e a ideologia podem sem contagiosas e levar o paciente a óbito!

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Para saber o quanto o investidor está desconfiado, para quem acha que o Brasil vive no país de Alice:

·         A Standard & Poor’s (S&P) rebaixou a perspectiva da nota de crédito da divida pública
·         A bolsa Brasileira já caiu em 2013 -19,06¨%
·         O Risco-País subiu mais de +40% esse ano 
     Para completar o índice de volatilidade (VIX), mais conhecido como “índice do medo” subiu nos últimos 3 meses 62,52%









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